Deputado destaca necessidade de ações imediatas dos governos estadual e federal frente à situação e debate sobre flexibilização de armazenagem de água para enfrentamento da seca recorrente no Estado

Não bastasse a situação dramática vivenciada por produtores de milho e soja, que vêem suas lavouras acumularem prejuízos quase totais devido à estiagem, o que impacta também na produção de leite e suínos por exemplo, a falta de chuvas tem afetado seriamente outras culturas do Estado como fruticultura, tabaco, hortigranjeiros entre outras, situação agravada também no Estado pela falta d´água para consumo humano e animal.

Preocupado com a situação próxima a de calamidade, o deputado estadual Ernani Polo cobra medidas urgentes dos governos estadual e federal para o enfrentamento da estiagem, que envolvem iniciativas como perfuração de poços artesianos, bem como um profundo debate para viabilizar a flexibilização de armazenagem de água por agricultores. “Vou reforçar a gravidade da situação à ministra da agricultura Tereza Cristina e ao governador Eduardo Leite para que ações urgentes sejam tomadas. Os prejuízos são enormes”, alerta Ernani Polo.

“Como deputado ligado ao setor agropecuário, ex-secretário de agricultura, ex presidente da Assembleia Legislativa e como agricultor, sentindo os prejuízos na propriedade da família, no interior de Santo Augusto, estou cobrando medidas para serem adotadas o mais rápido possível pelo governo do Estado e governo federal. Precisamos de ações emergenciais, imediatas e estruturantes, para garantir água para abastecimento humano e animal. Destaco que nesse momento de dificuldade se faz necessário e urgente o debate sobre a flexibilização de armazenagem de água por parte dos agricultores, pois precisam ter um mecanismo de socorro quando não há chuvas para que possam irrigar suas lavouras. Neste sentido há um projeto de lei tramitando na Assembleia Legislativa”, afirma o deputado Ernani Polo.

O deputado Ernani Polo ressalta que a situação já se espalhou por diversas outras culturas: “Colhemos junto a Emater dados extremamente graves, que trazem perdas para aproximadamente 15 mil produtores de leite e no setor do tabaco, afetando já 9 mil produtores. Na fruticultura, cerca de 5 mil produtores de citrus, uva e pêssego estão afetados. O setor de hortigranjeiros também acaba ficando fragilizado pelas elevadas temperaturas”, ressalta.

Segundo o diretor técnico da Emater, Alencar Ruggeri, a situação do Rio Grande do Sul é preocupante e detalha em números: “Mais de 140 mil propriedades foram atingidas pela estiagem. Em torno de 6 mil famílias não tem acesso à água. Cerca de 60% da produção de alimentos para os animais da pecuária, do leite especificamente, foram perdidos. As temperaturas elevadas têm agravado ainda mais a situação, com o desconforto térmico para os animais, além da evapotranspiração e a evaporação das culturas”, pontua.