Durante a Sessão Plenária desta terça-feira, 5, foi aprovado por unanimidade o projeto de Lei nº 70/2018, de autoria do deputado Ernani Polo que institui a Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã no Estado, a ser realizada anualmente, de forma itinerante, em municípios com expressão no cultivo de noz-pecã.

De acordo com o proponente, o objetivo do projeto é destacar os integrantes da cadeia produtiva da pecanicultura, em especial os produtores rurais, pois a cultura teve uma expansão significativa no Rio Grande do Sul nos últimos anos: a área passou de 930 hectares, em 2004, para mais de 5.000 hectares, em 2018, cultivados, atualmente, por 1.200 produtores. Área colhida de 2,5 mil hectares, com produção de 3,7 mil toneladas: “Além disso, a noz-pecã é um produto de grande aceitação entre os consumidores brasileiros e nosso Estado possui boas condições de clima e solos para a produção do fruto”, lembrou Ernani Polo.

A pecanicultura também pode ser uma alternativa como fonte de renda para o agronegócio familiar pela diversificação de culturas, sendo possível sua integração sustentável a sistemas agroflorestais e à pecuária. De acordo com o deputado Ernani Polo, a receita agropecuária de 2018 para o setor ficou em R$ 31,8 milhões e estima-se para o final de 2019 uma área plantada de 7.000 hectares. O parlamentar salientou também que 90% das indústrias beneficiadoras estão no Rio Grande do Sul.

Durante o período em que o deputado Ernani Polo esteve à frente da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, instituiu política pública de fomento da noz-pecã, criando o Programa Estadual de Desenvolvimento da Pecanicultura e a Câmara Setorial da Noz-Pecã, com o principal objetivo de aumentar a área cultivada e a produção de frutos, gerando mais empregos e renda no meio rural e incentivando as agroindústrias de beneficiamento e fornecedores de equipamentos para a cadeia, e também, de criar uma rede de integração e cooperação entre governo, produtores e demais representantes da cadeia.

“Com um grande esforço, ao lado das entidades, trabalhamos para a expansão da pecanicultura no RS, e vamos continuar valorizando nossos produtores – as pessoas que trabalham incansavelmente na produção da noz-pecâ – que atende não só a demanda gaúcha, mas também a brasileira e ainda com possibilidade de exportação”, finalizou.