Na tarde desta terça-feira (29), integrantes da Comissão Representativa da ALRS, responsável pela Casa durante o recesso parlamentar, realizou reunião virtual com a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, e sua equipe para conhecer o plano preliminar de vacinação contra a Covid-19 no Rio Grande do Sul. Uma nova reunião para atualizar a situação das vacinas deve ocorrer entre 11 e 14 de janeiro.  Antes, na próxima semana, deve ser realizado encontro com entidades da sociedade civil para discutir o tema.

Também ficou definido que a Secretaria de Saúde enviará à Casa documento elaborado pelo Centro de Operações de Emergências da Saúde (COE) solicitando mais celeridade na definição de um calendário de vacinação por parte do governo federal. O objetivo é que a ALRS assine o documento, assim como outras entidades do RS, a fim de pressionar o Ministério da Saúde.

Plano

A secretária e sua equipe apresentaram aos deputados o plano preliminar de vacinação, já que ele depende do Ministério da Saúde e do registro na Anvisa dos imunizantes que estão em testes. Segundo Arita, ainda não há definição de quais as vacinas, a quantidade disponibilizada e nem quando as doses serão encaminhadas aos estados. “Essas indefinições fazem com que nosso plano não esteja fechado”, declarou, lembrando que se forem enviados mais de um tipo de vacina será preciso organizar a logística para que as duas doses sejam aplicadas na mesma população.

A população estimada a ser imunizada é de 4,5 milhões, entre profissionais da saúde e idosos, mas a secretária informou que a ideia é também incluir, na primeira fase, educadores e pessoas privadas de liberdade. Ela ressaltou que a estimativa de população a ser vacinada está de acordo com os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde e que, caso o governo federal disponibilize o imunizante para esse público, o Estado poderá ampliar a cobertura vacinal para outros grupos adquirindo com recursos próprios outras vacinas.

Também informou que haverá reunião com a Famurs para discutir a estruturação com os municípios de um plano alternativo, caso o Programa Nacional de Imunização não comece em janeiro. Arita disse que o Estado já tem um protocolo de intenções com o Instituto Butatã para aquisição própria da vacina, junto com os municípios, caso seja necessário. Ainda foi destacado que inúmeras universidade e empresas já colocaram sua capacidade de transporte e armazenamento à disposição do Estado.

A secretária manifestou sua frustração com as indefinições sobre a imunização. “Nós já tínhamos que estar mais adiantados no país em relação à vacina”, lamentou, citando que mais de 40 países já iniciaram a vacinação.

Ela também destacou que um dos grandes desafios será a divulgação da campanha, já que enquanto alguns irão correr para se vacinar, haverá limitação de imunizantes e também haverá pessoas que são dos grupos prioritários e que não vão querer se vacinar. Arita espera que, no primeiro semestre de 2021, as vacinas possam estar concretamente à disposição da população gaúcha.

Sobre a estrutura no RS, a equipe da Secretaria da Saúde esclareceu que o estado possui 18 Coordenadorias Regionais de Saúde, um Centro Estadual de Distribuição e Armazenamento de Imunobiológicos, 18 Centrais Regionais de Frio, 206 Centrais Municipais de Rede de Frio, além de 1,8 mil salas de vacinas nos 497 municípios gaúchos. Também foi informado o plano de logística para distribuição dos imunizantes, que há 4 milhões de seringa em estoque no RS e outras 10 milhões em processo de compra, mas que o Ministério da Saúde já sinalizou que também está adquirindo seringas.