O governador do Estado, Eduardo Leite, sancionou a Lei, de autoria do deputado Ernani Polo, que cria a Rota das Oliveiras no Rio Grande do Sul, durante cerimônia na 42ª Expointer nesta quinta-feira (29).

O projeto foi concebido com o intuito de incentivar o turismo rural associado à olivicultura, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento deste setor que cresce no Rio Grande do Sul.

O deputado Ernani Polo explicou que a iniciativa de criar uma rota turística da olivicultura partiu dos próprios produtores. “O setor vem crescendo muito e tem um futuro promissor, devido ao nosso clima e ao nosso solo”, ponderou.

São 24 os municípios gaúchos com expressão no cultivo de olivais e também na produção de azeites e conservas que irão integrar a Rota das Oliveiras: Bagé; Barra do Ribeiro; Cachoeira do Sul; Caçapava do Sul; Camaquã; Candiota; Canguçu; Dom Feliciano; Dom Pedrito; Encruzilhada do Sul; Formigueiro; Hulha Negra; Pantano Grande; Pinheiro Machado; Piratini; Restinga Seca; Rosário do Sul; Santa Margarida do Sul; Santana do Livramento; São Gabriel; São João do Polesine; São Sepé; Sentinela do Sul; Vila Nova do Sul

O Estado possui mais de 200 olivicultores, que somam 5 mil hectares de área plantada em 60 municípios. Hoje o Rio Grande do Sul tem 10 indústrias de transformação de oliveiras e 32 marcas de azeite, muitas delas com qualidade reconhecida nos mais importantes concursos do mundo. O mercado consumidor nacional é um dos maiores do planeta, porém a maior parte consumida no Brasil é ainda importada.

O Rio Grande do Sul, pioneiro na introdução das oliveiras no Brasil, se destaca na produção nacional. Municípios da metade sul do Estado apresentam condições climáticas, de solo e pluviométricas propícias para o desenvolvimento do fruto. De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Paulo Marchioretto, 75% do azeite de oliva consumido no Brasil provém do Rio Grande do Sul.