Com perdas significativas devido à estiagem que assola o Rio Grande do Sul, produtores do Vale do Rio Pardo pediram apoio, na noite desta terça-feira, ao presidente da Assembleia Legislativa, Ernani Polo (PP). Reunidos na Casa da Amizade, em Pantano Grande, produtores, vereadores, presidentes e representantes de sindicatos rurais de Minas do Leão, Butiá, Encruzilhada do Sul, Cachoeira do Sul, Pantano Grande e Rio Pardo relataram as perdas nas lavouras e os prejuízos financeiros.

A ideia é apresentar uma carta de socorro aos governos estadual e federal, além de buscar que a Defesa Civil declare estado de emergência nas áreas atingidas, facilitando a adoção de medidas e a obtenção de recursos, e pedir a prorrogação das dívidas bancárias dos produtores afetados pela seca. Ernani Polo comentou que levará as demandas ao governo do Estado e ao governo federal.

Na tarde desta quarta-feira, ele estará ao lado do governador Eduardo Leite e do secretário estadual da Agricultura, Covatti Filho, em Brasília, numa comitiva que se reunirá com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para tratar da estiagem. O objetivo é minimizar os prejuízos. “Houve perdas expressivas na soja, e também no milho, tabaco, entre outras culturas. Sabemos que não tem como recuperar o que foi perdido. O dia a dia do agricultor é assim mesmo. Quando tem a perda, só se pode recuperá-la na próxima safra. Mas estamos aqui para buscar caminhos juntos, somar forças”, afirmou o parlamentar.

Ernani Polo estava acompanhado dos deputados estaduais Rodrigo Lorenzoni (DEM), que preside a Frente Parlamentar da Agropecuária e Edson Brum (MDB) e do federal Jerônimo Goergen (PP), alem do secretário nacional do cooperativismo no Ministério da Agricultura, Fernando Schwank. O prefeito de Pantano Grande, Cássio Nunes Soares (PP), acompanhou a reunião.

Presente ao encontro desta terça-feira, o produtor Marcelo Fortes, que cultiva soja em Pantano Grande, comentou sobre a necessidade de apoio dos governos e dos bancos para prorrogar ou repactuar as dívidas. “Nós queremos uma medida favorável que nos permita buscar uma solução pra esse problema da estiagem. Dia a dia a situação se agrava e os prazos ficam mais curtos. Precisamos de auxilio no adiamento dos vencimentos que estão cada vez mais próximos. O receio de ficarmos inadimplentes é enorme. O que buscamos é que o governo nos dê soluções em tempo hábil para tomarmos providências”, afirmou.