Em comemoração ao dia nacional da imprensa, o Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, a Associação Riograndense de Imprensa e a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul realizaram de forma conjunta uma teleconferência para abrir a Semana Hipólito José da Costa na tarde desta segunda-feira (1º).
Representando a Secretaria de Estado da Cultura, o assessor Especial em Memória e Patrimônio, Eduardo Hahn, iniciou os trabalhos destacando o valor da comunicação saudável, ética e isenta na conservação da liberdade de expressão e, consequentemente, da democracia.
Logo na sequência, o presidente da Assembleia, deputado Ernani Polo, ao saudar os participantes, frisou a importância da celebração desta data: “O momento é muito propício para o debate sobre a comunicação, todos os valores que defendemos – sobre lisura, correção e responsabilidade com a informação – ganharam relevância ainda maior neste momento de pandemia. Tem sido através da imprensa que mudamos nossos hábitos, o nosso comportamento, em meio à pandemia. Se alguém estava questionando o papel social da imprensa depois das redes sociais, creio que essa dúvida desapareceu. O trabalho jornalístico comprovou, mais uma vez, sua relevância”, destacou o parlamentar.
Ao final de sua explanação, parabenizou a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) pelos 85 anos e pela iniciativa.
O presidente da ARI, Luiz Adolfo Lino de Souza, também se referiu ao momento atual como palco oportuno para o debate sobre comunicação: “nunca precisamos tanto do jornalismo como nos dias de hoje. Não apenas pela crise sanitária e todas as demais que vivenciamos, mas, principalmente, pelo combate às fake news. O jornalismo é o antídoto para esta situação que corrói a democracia. Quando a liberdade de expressão é atacada, todas as outras também são”, enfatizou.
O jornalistas Mario Eugenio Villas Boas da Rocha discorreu sobre a construção e realização da Semana Hipólito José da Costa, fazendo um resgate histórico e contextualizando suas comemorações mais impactantes. Segundo o jornalista, neste ano, em função da pandemia, todos os atores da comunicação certamente terão muito o que aprender devido à peculiaridade do momento: “precisamos valorizar a figura de Hipólito da Costa, pois ao fazermos isto, estamos de forma simbólica destacando as liberdades individuais e, de uma maneira resistente, lutando pelo bem-estar da nossa sociedade”, argumentou.
Ainda sobre a construção e realização da Semana Hipólito José da Costa, o superintendente de Comunicação Social e Cultura da Assembleia Legislativa, jornalista Andre Machado, falou sobre as principais ações realizadas pelo Parlamento no sentido de informar e colaborar da melhor maneira possível com o enfrentamento da crise gerada pela pandemia. Em sua fala pontuou a importância do jornalista qualificado, diante de inúmeros produtores de conteúdo: “hoje vivenciamos uma saturação de informações devido ao surgimento dos meios digitais, o que faz com que o conteúdo divulgado por jornalistas seja fundamental para que as pessoas possam ter o discernimento quanto à apuração e veracidade dos fatos”.
Com relação ao trabalho desempenhado na Assembleia, André salientou que o Parlamento é palco de diálogo entre todo o Estado: “aqui temos toda a sociedade representada e cada vez mais nosso papel na comunicação da Assembleia é mostrar à comunidade gaúcha esta diversidade de vozes que temos aqui representadas”.
Conduzindo o painel temático ”Comunicação e Pandemias”, a historiadora e museóloga Angela Beatriz Pomatti fez um comparativo do momento atual com a gripe espanhola, enfatizando todas as mudanças sentidas pela sociedade da época geradas pela epidemia. Ainda na temática “Comunicação e Pandemias”, o jornalista e professor Luiz Artur Ferrareto discorreu sobre uma publicação chamada “Covid-19 e Comunicação – Um Guia Prático Para Enfrentar a Crise”, elaborada pelo Núcleo de Estudos de Rádio, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que objetiva traçar um planejamento para enfrentar a crise e evidenciou a importância da pesquisa e da unificação de processos para que os danos causados pela pandemia sejam os menores possíveis: “Não teremos futuro se não apostarmos no conhecimento!”, finalizou.