Deputado busca colocar setor em proposta do Mapa de possível criação de fundo para vinhos ou a implementação de um sistema semelhante para a produção olivícola do país

No início desta semana a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou a possível criação de um fundo para modernizar os setores de vinhos e espumantes, que seria abastecido com recursos do IPI que incide sobre essas bebidas, aumentando assim suas competitividades no mercado. A medida tem o objetivo de fortalecer a produção de vinhos e espumantes nacionais, para que possam se aprimorar ainda mais e competir com produtos do mercado europeu que começarão a chegar ao Brasil com benefícios fiscais, fruto do recente acordo firmado entre a União Européia e o Mercosul. Neste mesmo sentido, o deputado Ernani Polo, por solicitação do Ibraoliva, vem trabalhando para que a olivicultura brasileira também seja contemplada com incentivos.

De acordo com o deputado, que vem tratando do assunto em Brasília com o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do MAPA, Fernando Schwanke e com o senador Luis Carlos Heinze, a olivicultura possui características muito similares às da uva, a respeito das condições do clima e do solo e o setor também seria beneficiado com a inclusão em um fundo para ter competitividade frente ao produto que vem do exterior.

Ernani Polo lembrou ainda que o setor demanda um cuidado especial para que o que foi construído até agora se mantenha: “A olivicultura precisa de apoio, pois está em ascensão. É uma atividade ainda muito nova no país e no Estado possui grande potencial e que enfrenta grandes desafios, especialmente com a concorrência dos importados, que com o acordo entre União Europeia e Mercosul ingressarão no Brasil com tributação reduzida. Por isso também é necessário que o setor esteja inserido profundamente nos debates sobre o acordo e que receba suporte para crescer e estar competitivo com o produto que vem de fora. A criação de um Fundo específico para o Desenvolvimento da Olivicultura seria uma ação importante”, destaca o deputado Ernani Polo.

“Da mesma forma, estamos trabalhando para estender os debates para diversos setores do Agro, gaúcho, como leite e carnes, que estão preocupados com quais as repercussões econômicas do acordo, ainda pouco conhecido por todos” completa o parlamentar.

Olivicultura cresce no país

O Rio Grande do Sul é hoje o maior produtor do Brasil. Possui cerca de 4.500 hectares de plantações de azeitonas. Conforme o Cadastro Olivícola do RS 2017, realizado pela Câmara Setorial das Oliveiras, da SeAPdr, o Estado conta com 145 produtores rurais, em 56 municípios, sendo oito indústrias e 20 marcas de azeite. De acordo com dados da Secretaria estadual da agricultura e do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), a produção de azeite este ano poderá chegar a 160 mil litros, sendo a maior já obtida no país. Em 2018 o número chegou a 150 mil litros de óleo, 42% a mais que em 2017.