Deputado esteve na Fundação Zoobotânica para buscar esclarecimentos sobre permissões para liberação da prática no RS

O deputado Ernani Polo, presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, esteve reunido com a presidente da Fundação Zoobotânica, Arlete Pasqualetto, e com a diretora executiva do Museu de Ciências Naturais (MCN), Simone Mirapalhete, para tratar da legislação ambiental que prevê o controle da fauna e da flora no RS. O objetivo do deputado é viabilizar a retomada da pesca de algumas espécies no Estado, principalmente o Dourado e o Surubim, peixes que estão entre os mais procurados pelos pescadores.

Neste sentido, Ernani Polo propõe uma reunião de trabalho na Comissão de Agricultura Pecuária e Cooparativismo com técnicos da Fundação Zoobotânica, com o intuito de debater com a sociedade e representantes de colonias de pescadores, a atual situação da pesca no Estado, com o objetivo de orientar os profissionais que dependem da atividade para sobreviver. “ Recebemos esta reivindicação de pescadores de várias localidades que encontram-se engessados, sem poder desenvolver sua atividade na plenitude, devido à barreiras na legislação que está desatualizada. Queremos aprofundar o esclarecimento junto à Fundação para que os próprios pescadores questionem o que realmente podem fazer em sua atividade e qual é a perspectiva de pesca para um curto prazo. São milhares de famílias que dependem da pesca e não podemos deixar este assunto sem solução”, diz o deputado Ernani Polo,

A Fundação Zoobotânica está realizando trabalho de campo para elaborar a revisão da lista da situação de 261 espécies, onde inclui-se o dourado e o surubim, que estariam em situação vulnerável. A legislação ambiental, regulada através do decreto nº 41672/02, previa a revisão da situação das espécies de dois em dois anos, porém este procedimento está defasado já há 8 anos. A lista com espécies em extinção, em vias de extinção e com alto grau de vulnerabilidade deverá estar pronta em janeiro de 2013. “ Se há uma defasagem na análise da situação de espécies vulneráveis é necessário agilizar este processo, pois qualquer atraso influi diretamente na atividade da pescaria, o que afeta também a geração de emprego e renda neste setor de nossa economia”, conclui Ernani Polo.

De acordo com informações de pescadores das colônias, no decorrer destes 8 anos de proibição houve um aumento das espécies de peixes, em especial do dourado, que é predador, colocando em risco outras espécies de peixes.