Deputado Ernani Polo (PP) solicitou presença da Fundação Zoobotânica na CAPC para discutir situação da pesca e espécies em extinção

Deputado Ernani Polo (PP) solicitou presença da Fundação Zoobotânica na CAPC para discutir situação da pesca e espécies em extinção

Na reunião ordinária da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, que acontece na manhã de quinta-feira (4), representantes da Fundação Zoobotânica estarão presentes no período de Assuntos Gerais, para prestar esclarecimentos sobre a legislação ambiental que prevê o controle da fauna e da flora no RS, a pedido do deputado Ernani Polo (PP).

A legislação, regulada através do decreto nº 41672/02, previa a revisão da situação das espécies de dois em dois anos, porém este procedimento está defasado já há 8 anos. De acordo com a presidente do órgão, Arlete Pasqualetto, que esteve reunida com o deputado em novembro do ano passado, a lista com espécies em extinção, em vias de extinção e com alto grau de vulnerabilidade deveria estar pronta em janeiro de 2013.

O objetivo de Ernani Polo é buscar explicações sobre as permissões para liberação ou inclusão de novas espécies. “Se há uma defasagem na análise da situação de espécies vulneráveis é necessário agilizar este processo, pois qualquer atraso influi diretamente na atividade da pescaria”, afirmou Ernani.

Reivindicações dos pescadores

O parlamentar foi procurado por pescadores de diversas regiões que reivindicam a retomada da pesca de algumas espécies no Estado, principalmente o dourado e o surubim. A Fundação Zoobotânica realiza um trabalho de campo para elaborar a revisão da lista da situação de 261 espécies, onde inclui-se o dourado e o surubim, que estariam em situação vulnerável.

De acordo com informações de pescadores das colônias, no decorrer destes 8 anos de proibição, houve um aumento das espécies de peixes, em especial do dourado, que é predador, colocando em risco outras espécies de peixes.

“Precisamos debater com a sociedade e representantes de colônias de pescadores a atual situação da pesca no Rio Grande no Sul. Nosso objetivo não é colocar em risco nenhuma espécie, mas orientar os profissionais que dependem da atividade para sobreviver”, concluiu Ernani Polo.