A tecnologia pode ajudar a aumentar a segurança no campo. Com o objetivo de implementar o Programa Propriedade Segura, baseado no georreferenciamento das propriedades rurais do interior gaúcho, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ernani Polo, propôs nesta quarta-feira (20) uma videoconferência para a apresentação da iniciativa pelo presidente da Emater, Geraldo Sandri, ao vice-governador e secretário estadual da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, à chefe de Polícia, Nadine Anflor, e ao secretário estadual da Agricultura, Covatti Filho.

Na reunião virtual, foi apresentado o projeto que já está implementado nos municípios de Colorado, Ibirubá e Getúlio Vargas. Com apoio de prefeituras, órgãos de segurança e iniciativa privada, funciona nessas cidades um sistema que permite a integração de mapas com ruas e estradas do interior e as coordenadas de cada propriedade rural. Com esse georreferenciamento em operação, órgãos de segurança pública têm acesso a rotas de deslocamento mais eficientes e rápidas em caso de ocorrências, por meio da navegação por um sistema de GPS.

Ex-secretário estadual da Agricultura e com origem no campo, o deputado Ernani Polo abriu o encontro relatando as dificuldades de se localizar algumas propriedades afastadas durante ocorrências policiais. O objetivo do programa é garantir mais agilidade no deslocamento e atendimento, uma vez que o sistema é capaz de apresentar rotas mais eficientes, diminuindo as distâncias percorridas e custos. “A ideia é envolver Brigada Militar, Polícia Civil e, eventualmente, Corpo de Bombeiros, ajudando a aumentar a segurança no campo. A experiência foi muito exitosa em Colorado, Ibirubá e Getúlio Vargas. A ideia agora é ir avançando e atingir todos os municípios. Num primeiro momento, seria importante ter uma cidade participante em cada região da Famurs, como forma de servir de modelo aos demais”, afirmou Polo, acrescentando a intenção de incluir no futuro Farsul e Fetag na iniciativa.

Outro fator positivo é que, com a identificação das propriedades incluídas, a placa do projeto com as coordenadas geográficas pode servir como elemento de repulsão à ação de criminosos.

O delegado Ranolfo se comprometeu a encaminhar o tema para a área técnica da Secretaria da Segurança Pública, para uma análise de viabilidade e de custos nos municípios que já implementaram o programa. Num segundo momento, a ideia é elaborar um plano de implementação estadual com ajuda da Famurs. “Sem dúvida, é algo muito interessante para todos”, disse. Já a delegada Nadine relatou que conheceu o programa em Getúlio Vargas, onde o sistema já ajudou a Polícia Civil em investigações e até em capturas de foragidos. A sugestão é integrar a iniciativa ao programa RS Seguro, do governo do Estado.