Por meio de uma videoconferência mediada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ernani Polo, o setor de autopeças reiterou, mais uma vez, na manhã desta sexta-feira (15), a solicitação de mudanças na tributação à Receita Estadual. Parte do segmento defende o fim da substituição tributária (ST), que estaria causando perda de competitividade frente a outros Estados, especialmente Santa Catarina e Paraná, que têm proximidade geográfica e participação semelhante ao Rio Grande do Sul no cenário nacional.

O presidente do Sincopeças-RS (Sindicato do Comércio Varejista de Veículos e de Peças e Acessórios para Veículos no Rio Grande do Sul), Gerson Nunes Lopes, relatou ao subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira, que os comerciantes do setor estão perdendo espaço para concorrentes de outros Estados que não têm ST, o que pode significar o fechamento ou transferência de empresas gaúchas para outras regiões. “A ST tem dado problema de competitividade para o nosso comerciante. Uma pesquisa interna mostra que a maioria deseja o fim da ST, mas há um grupo significativo que deseja mantê-la, especialmente os distribuidores nacionais e regionais”, informou.

A reunião virtual contou com empresários da região de Vacaria, na Serra, e também do litoral norte. Ernani Polo, que já vem tratando do tema com o setor desde o ano passado, destacou a importância da competitividade, tema que está no foco de sua gestão na Presidência da Assembleia Legislativa neste ano. O parlamentar ressaltou que grande parte da produção de autopeças é direcionada para outros Estados, o que requer uma solução para os entraves apontados pelo segmento. Mais representantes serão convidados para novos encontros. “Temos que continuar discutindo e avançando”, comentou.

O subsecretário da Receita Estadual informou que o tema levado pelo setor é considerado prioridade e está sendo estudado por técnicos. Ricardo Neves Pereira antecipou que, ainda este ano, a substituição tributária pode ter novidades para alguns setores, mas ponderou que o assunto é tratado com critérios e cautela para não prejudicar a economia gaúcha. “Estamos à disposição para tentar buscar uma solução conjunta”, garantiu.