Responsável por mais de 500 mil empregos no Rio Grande do Sul e em crise desde o início da pandemia, o setor de Eventos buscou a mediação da Assembleia Legislativa para que suas dificuldades fossem ouvidas pelo setor financeiro do Estado. Na manhã desta quinta-feira (28), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ernani Polo, conduziu uma videoconferência com entre empreendedores do segmento e representantes do Banrisul, BRDE e Badesul. O parlamentar enfatizou que o setor é um dos mais prejudicados pela crise.

No encontro, o grupo Live Marketing RS apresentou uma pesquisa realizada com empresas do ramo que demonstrou o crescimento exponencial da taxa de desemprego diante da crise, além da falta de garantias por parte das pequenas empresas, apontada como principal motivo pelo qual a liberação de crédito é negada, um dos problemas enfrentados pelo setor. A principal solicitação é para concessão de capital de giro com carência, prazo e condições especiais; microcrédito sem garantia e desburocratização.

O diretor do Banrisul, Osvaldo Lobo Pires afirmou que são avaliadas novas formas de apoio diariamente, na tentativa de auxiliar o setor a enfrentar a crise gerada pelo coronavírus. O diretor do BRDE, Luiz Noronha, contou sobre a criação do programa Recupera Sul, direcionado ao capital de giro, com condições razoáveis de carência e de taxas.


O BNDES anunciou R$ 5 bilhões para todo o Brasil, mas isso ainda é pouco. O superintendente do BADESUL, César Cardozo, explicou que o banco está se esforçando ao máximo para atender o setor, oferecendo crédito para investimentos fixos, por exemplo. Porém, explicou que neste momento o Badesul trabalha com linhas de capital de giro, focada em créditos de menor porte, e com financiamentos entre R$30 e R$300 mil, usando a garantia de fundos garantidores.

O ativo do setor concentra-se nos empregos, daí sua peculiar fragilidade diante deste momento.