A possibilidade de retirada da vacina contra febre aftosa nos rebanhos gaúchos foi pauta de audiência pública realizada na manhã desta quinta-feira (11) na Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa, por proposição do deputado e médico veterinário, Rodrigo Lorenzoni.

De acordo com representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Secretaria Estadual da Agricultura e Funasa, o Rio Grande do Sul vive um momento favorável com relação à avaliação sobre a possibilidade de evolução do status sanitário para zona livre febre aftosa sem vacinação. Uma auditoria do Mapa está prevista para ser realizada em setembro, a fim de avaliar todo o sistema de defesa agropecuária do RS. Após esta avaliação, em 45 será emitido um relatório do MAPA que pode indicar que o Estado está apto a um avanço sanitário. Se positivo, o RS solicitará ao Ministério a condição de livre de febre aftosa sem vacinação, o que poderá ser concedido 1 ano após o pedido.

Para o deputado Ernani Polo, que preside a Frente Parlamentar em Apoio à Evolução do Status Sanitário Animal do RS, é preciso trabalhar pelo avanço do Estado de forma equilibrada e conjunta. “A partir de ações que realizamos, aqui no Estado e em Brasília, respeitando também as decisões  técnicas dos serviços oficiais, o Rio Grande do Sul dará um salto importantíssimo nesta questão, possibilitando um desenvolvimento da nossa economia através do acesso a novos mercados. Enquanto estivemos a frente da secretaria da agricultura, levamos adiante esta pauta que vem avançando, a exemplo da auditoria que será realizada pelo Mapa”, ponderou o parlamentar.

O superintendente do Mapa no RS, Bernardo Todeschini, expôs um panorama com a evolução histórica do controle da doença na América Latina e o Plano Estratégico para Erradicação da Febre Aftosa no país. Ele descreveu os objetivos e a estrutura do Plano e explicou os critérios e o cronograma a serem adotados no estado para retirada da vacinação, além dos riscos e vigilância após a tomada da decisão, mostrando os caminhos para o reconhecimento internacional de zona livre da doença sem vacinação.

Já o presidente da Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Rogério Kerber, registrou os investimentos feitos em informatização e em reformas de inspetorias veterinárias no estado. Kerber também defendeu que a decisão seja tomada com segurança e levando em conta a opinião técnica.

A audiência contou com a presença de autoridades sanitárias, veterinários, fiscais agropecuários que apresentaram informações sobre as questões dos riscos da retirada da vacina, vigilância sanitária, vantagens da retirada da vacina em termos de credibilidade da cadeia produtiva e educação sanitária.