Os deputados gaúchos aprovaram nesta terça-feira (18), por unanimidade, projeto de autoria do deputado estadual e ex-secretário estadual da Agricultura, Ernani Polo (PP), que estabelece a data oficial da abertura da colheita do tabaco no Estado. O texto também foi subscrito pelo presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia gaúcha, deputado Adolfo Brito (PP), e também por Elton Weber (PSB), Pedro Pereira (PSDB) e Edson Brum (MDB), além do atual deputado federal Marcelo Moraes (PTB-RS).

Conforme o texto, a abertura oficial da colheita ocorrerá anualmente no mês de outubro, de forma itinerante, em municípios com expressão no cultivo do fumo. Polo lembra que o tabaco é produzido há mais de 100 anos no Estado e, atualmente, está presente em cerca de 220 municípios gaúchos, essencialmente, na agricultura familiar.

“O objetivo deste projeto é de valorizar os homens e mulheres que produzem tabaco no Rio Grande do Sul, um esforço de milhares de trabalhadores”, afirmou o progressista. ele destacou que, durante sua passagem como secretário Estadual da Agricultura, durante o governo de José Ivo Sartori, já havia tomado a iniciativa de promover uma data de abertura para a colheita do tabaco, o que agora se torna oficial com a aprovação unânime da matéria pelos parlamentares.

Segundo Polo, por necessitar de mão-de-obra intensiva, a cultura do fumo é desenvolvida basicamente na pequena propriedade familiar. “Grande parte da produção é distribuída no entorno das indústrias de transformação e beneficiamento localizadas, em sua grande maioria, nas regiões do Vale do Rio Pardo, Centro Sul e Sul do Estado, “acrescentou.
O Brasil é o segundo maior produtor mundial de tabaco, e o Rio Grande do Sul ocupa a primeira posição nacional de produção de fumo em folhas, além de ser o segundo produto de exportação gaúcho.

A cadeia do tabaco envolve 144.320 produtores rurais e ocupa 577.280 pessoas somente na zona rural. Em média, cada produtor ocupa uma área de apenas 2,52 hectares. O trabalho do produtor rural de fumo gerou, em 2015, R$ 27,8 bilhões de faturamento com o consumo doméstico e exportação. A receita bruta na safra 2015/2016 foi R$ 5,2 bilhões.

Além disso, outras atividades vegetais e animais desenvolvidas pelos mesmos fumicultores geraram outros R$7,6 bilhões, o que totaliza um faturamento anual de mais de R$12,9 bilhões.

 

Por Daniel Germano | Imprensa Progressistas