O ciclo do plantio – a rotina de sol a sol, da semeadura até a colheita – é uma das mais bonitas lições da natureza. Em cada semente, depositamos a esperança de que, mesmo diante das intempéries, a lavoura vingará e dará muitos frutos. Essa reflexão é ainda mais verdadeira em tempos de Expodireto Cotrijal, ocorrida na semana passada, uma das maiores marcas da agropecuária,da inovação e do desenvolvimento.
Com a atitude e a liderança de Nei Mânica, o evento se tornou uma referência não apenas do Rio Grande do Sul, mas do mundo inteiro. E ganha ainda mais importância no difícil momento que vivemos, diante de uma estiagem histórica que afeta milhares de produtores. O encontro promoveu reuniões e soluções, aglutinando agropecuaristas, lideranças empresariais e políticas.

O que acontece na Expodireto é símbolo de um setor essencial para o Rio Grande na geração de emprego e renda. Uma semente plantada por muitas mãos – pessoas qualificadas e que abraçaram a inovação para entrar no
século 21. Os índices de produtividade, da porteira para dentro, estão cada vez mais altos, muitas vezes ultrapassando gigantes globais. A própria feira
demonstrou isso, oferecendo espaço para startups e arena agrodigital.
O Brasil é a nação que alimentará o mundo e o RS pode protagonizar esse movimento. Mas, da porteira para fora, é preciso resgatar condições de infraestrutura, de desenvolvimento humano e social dignas. E, também, fazer as reformas necessárias para que as contas públicas se ajustem, os investimentos sejam retomados e as vantagens competitivas gaúchas tornem-se mais evidentes. Quando assumi a presidência da Assembleia Legislativa, defini a competitividade como prioridade da gestão. A
bandeira não é somente do Parlamento: ela deve unir todos nós. Durante muito tempo, o tema foi relegado e acabamos perdendo espaço para outras unidades da Federação.
Agora, não podemos mais esperar: é preciso plantar logo todas essas sementes que darão frutos mais à frente. Precisamos construir alternativas, arregaçar as mangas e encarar os desafios que se impõem. E isso passa pela valorização do que temos de melhor: o agro. A sociedade quer caminhos e respostas. O tempo deve ser de atitudes.

Presidente da Assembleia Legislativa do RS